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Realizadas em ambiente seguro, aulas com simulador reduzem ansiedade do primeiro contato com o veículo

2 de maio de 2016

Em conjunto com acompanhamento médico, equipamento pode ser usado para tratar casos de fobia de direção

por Assessoria de Imprensa Mobilis

Publicado pela revista Ciência Hoje, artigo estima que cerca de 8% da população mundial se enquadre como portadora de fobia de dirigir. A aversão acomete principalmente mulheres entre 21 e 45 anos, e acabam por levar a sintomas como taquicardia e tremedeira nas pernas. A boa notícia é que esse o pânico pode ser tratado pelo trabalho conjunto entre profissionais da área de psicologia e uso de simuladores de direção.

Idealizados com a finalidade de formar, com segurança, condutores mais preparados para enfrentar quaisquer adversidades no trânsito, os simuladores de direção veicular são obrigatórios pela resolução nº 543/15 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em território nacional. Ao proporcionar uma experiência pedagógica e realista, o equipamento pode beneficiar tanto condutores que passaram por experiências traumáticas quanto candidatos à categoria B com receio do primeiro contato com o veículo.

Este é o diferencial da Mobilis, empresa especializada em soluções tecnológicas que desenvolveu uma linha de simuladores que prioriza o aprendizado de qualidade, com possibilidade de prática em um ambiente seguro e que reproduz fatos e incidentes reais de maneira precisa. Segundo o gestor de operações da empresa, Lee Richard, o uso do simulador diminui, consideravelmente, o medo e a ansiedade de dirigir. “Isto porque os primeiros contatos com a direção de um veículo serão menos estressantes, já que as aulas são realizadas em um ambiente sem riscos de acidentes e com acompanhamento direto e constante do instrutor”, descreve.

Crédito: Claudio Pinheiro/Jornal O Liberal
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Exclusivamente pedagógico, simulador Mobilis reproduz, com segurança, situações reais de maneira precisa; diferencial reduz o estresse do primeiro contato com o veículo.

Conforme explica a especialista em segurança, educação no trânsito e formação de condutores, Roberta Torres, a facilidade dos motoristas iniciantes envolverem-se em acidentes se deve à dificuldade em prever e gerir riscos, oriunda da pouca prática. “O simulador faz esta conexão entre teoria e prática e possibilita não apenas ensinar ao aluno as habilidades básicas de manuseio do veículo, mas também reproduzir situações de risco que não poderiam ser criadas no ambiente real”, salienta.

Entretanto, para a especialista, os benefícios do equipamento não se restringem a candidatos com pouca prática e podem ser aplicados em casos de motoristas com fobia por terem vivenciado situações traumáticas, como acidentes de trânsito. “Por ser um ambiente totalmente controlado, a pessoa entra no simulador com mais tranquilidade do que entraria em um automóvel. É possível o instrutor parar a simulação em qualquer momento, desligando o aparelho, sem colocar o indivíduo em risco”, reflete. Além dessa facilidade, ela ressalta que o simulador permite ao instrutor criar situações em um processo evolutivo de ensino, com níveis de dificuldade compatíveis às necessidades do aluno. “Para os casos de fobia, contudo, é necessário o acompanhamento de um psicólogo e terapia, em conjunto com as simulações”, pondera.

Neste sentido, o Diretor da Perseus Realidade Virtual e do Núcleo de Psicoterapias Cognitivas de São Paulo, Dr. Cristiano de Abreu, esclarece que o cérebro atua por meio de duas vias, a racional e a emocional. Além da eficácia aos estímulos racionais, fundamentais às aulas de direção, o simulador também trabalha com o emocional do aluno e, por consequência, na atenuação dos casos de fobia. O processo, que consiste na exposição repetida à situação que traz aversão, recebe o nome de habituação. “Na medida em que o candidato é exposto às situações que mais trazem dificuldade, o cérebro faz essa absorção e, aos poucos, diminui a resposta de medo, por exemplo”, explica.

O médico pondera que para alguns pacientes esta exposição isolada é insuficiente, já que a resposta de cada pessoa ao medo é diferente. Se em alguns casos a pessoa enfrenta o que causa ansiedade, em outros apela para um mecanismo de fuga. Além disso, ele lembra que o medo não sofre interferência do raciocínio lógico, por isso, julgar as causas da ansiedade é uma atividade inócua. “Não basta expor o indivíduo às situações temidas; é preciso agir nos centros emocionais, dando instruções para que ele maneje a situação de medo sem abandonar a direção”, orienta. Por esta perspectiva, ao atuar de maneira eficiente tanto com o racional quanto com o emocional do aluno, o simulador é uma estratégia recomendada para uso em conjunto com a terapia.

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